o nome deste blog era VIAJANDO PELO MUNDO, mas fiz tantas postagens sobre comidas e restaurantes que resolvi mudar o nome, se vc frequenta este blog , as informações sobre viagens esta no blog www.tambemqueroir.blogspot.com

o nome www.remacaroca.blogspot.com, surgiu entre amigos.........vamos fazer um blog sobre nossa futura viagem, ja que um mora no rio de janeiro, outro em recife, outro na italia e outra na irlanda ficou as iniciais, por idade, do mais velho ao mais jovem RE gina MA riza CA cau,ROsalvo CAmila.....
agora nao dá para mudar, ou melhor, eu nao sei fazer isso rsrsrsr.....................
Errar é humano. Vadiar é parisiense.

Victor Hugo

29 de mai. de 2010

DA BRAMBINI





ATE O MOMENTO, O MELHOR ITALIANO DA CIDADE, TENHO VOLTADO SEMPRE.

Não é barato, mas vale casa centavo..........ambiente agradavel, serviço perfeito.......adoro
 cliente espera uma sugestão acima de qualquer suspeita, aí vai a dica. Desde que entrou no cardápio o tortelloni alle pere, noci e gorgonzola vem encantando os clientes, com uma massa fresca recheada com gorgonzola e pêras. A recomendação do chef vem da Sicília; filé de peixe - pargo ou vermelho - com ervas, tomate fresco, azeitonas pretas e alcaparras. Para adocicar o paladar o tiramissu ganha nova versão, coberto com frutas vermelhas - amora, framboesa e morango - além de cointreau e licor de cassis,  e o creme brullé.



 
ANTIPASTI
. Antipasto Misto
. Asparagi al Burro e Formaggio
. Carpaccio di Carne
. Carpaccio di Pesce e Salmone
. Minestrone
. Polenta ai Funghi Freschi
. Polenta con Gorgonzola
. Prosciutto Crudo Parma
. Bresaola 

INSALATE
. Caprese
. Da Brambini
. Mista
. Verde 
. Parmigiano e Pere 

PRIMI PIATTI
. Gnocchi alla Sorrentina
. Lasagna alla Bolognese
. Penne alla Boscaiola
. Penne con Asparagi
. Ravioli di Gamberi 
. Ravioli al Pomodoro
. Risotti: Pescatora o ai Funghi. Spaghetti con Scampi 
. Spaghetti alle Vongole
. Tortelloni ai Funghi Freschi
. Tagliatelle all' Anatra 
. Tortelli Verdi di Zucca
. Risotto al Salto con Filetto

PESCI
. Filetto di Pesce alle Erbe Fini 
. Fritto Misto
. Pesce al Sale (p/ 2 pax)
. Salmone Fresco in Padella
. Scampi al Pepe Verde
. Robalo con Ervas
. Scamponi Grigliati (consultar) 

DESSERT
. Frutta di Stagione
. Frutta Mista
. Creme Brulé
. Gelati
. Pêra al Vino Rosso con Gelato
. Profitteroles Italiani
. Tiramisú / Zabaglione
. Tortas
. Caffé Expresso
. Cappuccino 

ALAMEDA

dia 27 de maio fui festejar meu aniversario.
Primeiro, jantar com meus sogros no Alameda, que adoro, depois outro jantar com amigos, no Bambrini, que eu nao conhecia e  amei.

 RESTAURANTE  ALAMEDA

COMEÇAMOS PELA ESPECIALIDADE DA CASA



deliciosos, depois





com muito vinho.

o couvert é muito bom, os paes feitos no restaurantes.........podem estragar seu apétite, de tao gostoso.

Tenho voltado sempre, dia desses comi Pato com molho de jaboticaba.........sem comentarios!!!!!!

22 de mai. de 2010

Cacau já está em Barcelona......

e nós ja estamos com saudades......e ai Rosalvo.......muita saudades????
mande noticias boas, e divirta-se.....muito moça !!!!
The Poetess

a poetisa, lindooooooooooooooooooooooooooooooo

16 de mai. de 2010

MEZA bar


 RESTAURANT WEEK


Rio sedia mais uma edição do Evento Rio Restaurant Week com início em 10 de Maio. O Restaurant Week retorna com menus atrativos para mais uma maratona gastronômica em 90 restaurantes localizados em todas as regiões da cidade.

A receita é simples: entrada, prato principal e sobremesa a um preço fixo, igual em todas as casas participantes: almoço por R$ 27,50 + 1 e jantar por R$ 39,00 + 1. Este um real acrescentado à conta será destinado a uma importante entidade beneficente, como ocorre em todas as cidades. No Rio, a entidade beneficiada será a fundação Crescer e Viver.


Já conhecia o Meza, e gosto dos aperitivos. Mas o semana WEEK  foi mal.......39,00 por uma saladinha com 2 torradinhas com queijo de cabra.......um hamburguer MARAVILHOSO , mas salgado demais, e uma sobremesa vergonhosa, ruim......brigadeiro com limão siciliano......qdo reclamei, disseram...leite condensado, chocolate branco e limão!!!!!!!!!
quem ficou fora do menu week, se deu bem, brusquetas deliciosas.
Chopp gelado, e mojitos fortíssimos.
Como o hamburguer mais caro de minha vida  R$ 44,00 reais,  as pessoas entram nessa de semana WEEK, PARA APRESENTAR SEUS PRATOS A PESSOAS QUE NÃO SÃO FREQUENTADORES - e não aproveitam a oportunidade.
Ano passado fui conhecer o ZERO ZERO......comi um filet honesto, nada mais.Não voltei.
O que servem no Menu Week não faz jus ao que normalmente é servido, uma pena.

11 de mai. de 2010

roteiro........que ficou para o futuro sniff, sniff

estava fazendo um trajeto de Praga, para.............onde?
indo para Karlovy Vary, ao norte, estaremos indo em direção a alemanha......interessa?????
para Cesky........ao sul, estaremos em direção a Viena.........interessa????
ou pegamos um avião....e vamos para onde quisermos.
estamos chegando na hora da decisão.

Brasil direto para IRLANDA,
 rodaremos o pais, escolham os destinos, eu escolho os
 Cliffs of Moher  e vcs?????



da Irlanda iremos a Praga, quero conhecer Karlovy Vary  , e vcs ??????

Claro que iremos a Paris.....quero ir aos jardins de Monet......e voces ????
gigi.jpg
Podemos tbem ir de carro de Praga ate Veneza......eu não quero dirigir.

coloquem os lugares que querem ir, para começarmos a definir a viagem, os hoteis, o melhor roteiro.
Camila volta ao Brasil, em outubro, estara em Recife, dia 12.
Então podemos adiantar nossa viagem, para setembro, o que vcs acham ????
Essa viagem esta virando excursão....todo mundo quer viajar com a gente........se bem que somos otimas companhias  rsrsrsrsrsrsr.

4 de mai. de 2010

Bar do Tom

Fui ao Bar do Tom, assistir ao primeiro show de Laura Rizzotto, eu não achei nada de interessante, muito chato, ainda bem que o chopp estava bem gelado......os aperitivos "aqueles"...sem comentários.
Ela compõe em ingles, canta só em ingles, Tom devia estar chorando de tristeza.......
Todos acham que ela é a grande revelação, achei tudo muito chato, as musicas  muito iguais, tipo, mais um grupo americano....
Como meu ingles não é lá essas coisas, talvez eu não tenha sacado o espirito da coisa.......prefiro Cole Porter, Gershwin e coisas do genero.
Ela canta blue.........pensei que eu soubesse o que é blue, mas descobri que NÃO SEI.......
Ela tem 15 anos, muito bonita, figura bonita no palco.......é so alguem investir e teremos um sucesso......vamos aguardar.......

3 de mai. de 2010

Budapeste


andei conversando com Luciana e Claudio, e eles me disseram que vale a pena,alugar um carro e ir a Budapeste, ja que estaremos em Praga.......disse que é bem perto, e barato, ela vai dar os endereços de hostel e restaurantes.

Ela disse que a comida lá é maravilhosa.......
este blog devia se chamar

COMENDO PELO MUNDO    rsrsrsrsrsr

Lindo portão lateral do Castelo Buda


Comendo e se divertindo em Budapeste

ALIMENTAÇÃO:
Em Budapeste se come muito bem, embora já não tão barato quanto nos anos de dominação soviética. Você certamente terá um sentimento de culpa por estar comendo demais e com calorias em excesso. A Hungria tem a melhor culinária do Leste Europeu Experimente pratos à base de páprica, especialidades de caça e ganso, mais saboroso que o pato e mais farto que o frango. Outros pratos da culinária húngara incluem Halászlé (sopa de peixe com páprica) e Jokai Bableves (sopa de feijão). Sopas e massas estão entre as especialidade locais.Como aperitivos não há como esquecer os salames húngaros, famosos em todo o mundo.E de sobremesa experimente as imbatíveis tortas de maças ou os crepes (Palacsinta) também ótimos. 
Evite: Bares e restaurantes pega-turistas. Há muitos deles, caros e ruins, nas proximidades das grandes atrações.
Os  vinhos húngaros são muito famosos e apreciados mundialmente. Os tokaji (diz-se tokai) são excelentes e os da região de Villány são muito exportados para toda a Europa. Para acompanhar sua refeição você pode escolher entre os ótimos vinhos locais ou experimentar as cervejas húngaras, como a Kobanyai e Dreher.
De lembrança gastronômica, você pode trazer potes de páprica ou um bom vinho húngaro. Existem 22 áreas de vinícolas na Hungria, sendo que as de Tokaj e as de Eger estão entre as mais conhecidas. De Eger vem, por exemplo, o Egri Bikavér (sangue de boi de Éger). Dizem que em 1552 a cidade foi cercada pelos turcos durante um mês. Os inimigos se assustaram com a força dos húngaros e diziam que estes provavelmente bebiam sangue de boi.
Restaurantes:1) Remiz   , em Buda (Budakeszi utca, 5, Tel.: 394-1846), típico2)     Pratos abundantes do ótimo Fatâl (Vaci utca, 67, Tel.: 266-2607). Em ambos, é bom fazer reserva ou esperar na fila durante a alta temporada. O Fatâl fica num porão.  Os pratos por lá saem em média por 2000HUF, mas são deliciosos e a grande maioria deles são enormes, dando para dividir. O Goulash de carne é delicioso
3)    Arany Bárány
 (significa Ovelha de Ouro), na Harmindac utca, 4, Tel.: 317-2703, que tem um excelente figado de ganso grelhado com maçã e batatas enroladas. Também fica num porão.4)     Entre os endereços mais baratos, o Kispipa, na Akácfa utca, 38, Tel.:342-2587, é dos mais populares5)     Na parte alta da cidade, Buda, o restaurante Rivalda (Szinház utca, 5, Tel.:489-0236) fica ao lado do Palácio Real e ocupa um belo espaço que convida a longas refeições.6)     Restaurante Duo Magyaros Étteren localizado no subsolo da rua Vaci Ut 15. É um ambiente agradável, decorado com bom gosto, atendido por  garçons atenciosos e com comida ótima. Experimente o Goulash.7)     Se estiver passeando pelo castelo de Buda e chegar a hora do almoço aproveite para conhecer o restaurante Sissi, localizado na principal rua de comércio, na área interna das muralhas. Seu nome é em homenagem à Elizabeth, soberana do império Austro-Húngaro. É meio caído, mas ainda tradicional. Parece a Imperatriz o frequentava.8)     Para uma refeição rápida e (bem) barata no distrito do Castelo, experimente oFortuna Önkiszolgáló (I Hess András tér 4). Lembra um bandejão, com as pessoas em fila em frente a um balcão com as comidas (depois, cada um leva o prato vazio até um balcão na cozinha). A refeição é boa e variada, e uma vantagem é que você vê o que vai comer antes de pedir, já que os nomes dos pratos do dia, escritos em um quadro, não ajudam.
Cafés:1)     A mais famosa doceria da cidade é a tradicionalíssima Gerbeaud que funciona desde 1858 na Praça Vörösmarty (inventora, entre outras, da imperdível dobostorte)

2)     Próximo a Basílica de São Estevão, tem o famoso Café Central, Avenida Kárului Mialy útka 9 funciona desde 1887. O Café Central (Central Kávehaz) é outro dos grandes endereços de Budapeste. No passado foi ponto de encontro de intelectuais e jornalistas, vocação que recuperou depois de remodelado. Vale a visita: Károlyi Mihály utca, 9.3)     Outros café famososo: Café New York, com doces deliciosos. O Café New York , apesar do nome, também é original do século 19 e tido como uma das mais belas confeitarias do mundo. Para entrar é preciso pagar ingresso, dedutível do montante consumido. Fica na Avenida Erzsébet, 9, próximo à Ópera.
BARES e NOITE:
- Para os mais jovens, há uma área cheia de bares ao redor da Praça Mikszáth Kálmán,também recentemente restaurada. Experimente o Frank Zappa Café (bem em frente à praça) ou o vizinho Darshan Udvar, mistura de bar, loja de CDs, produtos naturais e roupas arrojadas.
- Vá  ainda ao Budda Beach, uma das melhores baladas da vida, na beira do Danúbio, lugar lindo, tem um buda gigante dourado em cima da cabine do DJ e incrível. 
COMPRAS:
Se você quer fazer compras à maneira ocidental, saiba que Budapeste está cercada de shopping centers no mais perfeito estilo americano.
Na verdade, exceto por artigos típicos (cerâmicas, bordados e porcelanas Szolnay e Herend), há poucas compras interessantes. Temperos, artigos de cozinha, embutidos, vinhos tokaji e o aguardente vilmos e doces com marzipan fazem parte dessas exceções.1)     maior Shopping Center da cidade atende pelo nome pouco húngaro de West End. 2)     A rua do grande comércio é a Váci utca, no centro da cidade, um calçadão para pedestres. 3)     Mas se você busca artesanato de boa qualidade, o melhor lugar é Szentendre (quer dizer Santo André), um vilarejo antigo e repleto de artesãos nos arredores da capital (não perca!). 


http://blogs.abril.com.br/bigtrip/2008/11/comendo-se-divertindo-em-budapeste.html

1 de mai. de 2010

Sawasdee

Cade Cacau???
Soube que a sra. passou a semana toda no sertão pernambucano, pode ir contando o que fez!!!!!!
E  Rosalvo...nao sai mais de casa??? conte por onde tem andado.

Hoje eu fui almoçar no SAWASDEE......restaurante Tailandes, mas me parece que hoje lá só tinha comida chinesa, com preços de comida Francesa rsrsrsrsrsr
Hoje minha sogra comemorou 53 anos de casamento.............
Dudu comeu o menu degustaçao, que era lindo de se ler e enorme....para ler....mas nem é bom contar a decepção quando chegavam os pratos, uma costelina agridoce, um mix de carne, uma sopinha estranha, ainda bem que fiquei com as costeletas, estavam boas.
Uma pena, a primeira vez que fui, adorei!!!!

28 de abr. de 2010

eu quero.......




 UMA DAS MELHORES CREPERIES DE PARIS


Andrea Boldrim Gomes testou a Tiz Breizh, considerada como uma das melhores creperies de Paris. Este eu nunca provei: crepe aux fruits rouges.
Leiam aqui o artigo sobre esta creperie.
Tiz Breizh 52 boulevard de Vaugirard 75015 – ao lado da torre e da Gare de Montparnasse. Metro Montparnasse Bienvenue.

27 de abr. de 2010

Gaudí "Casa Batlló"

Cacau, este lugar deve ser lindo!

sei que voce esta torrando pelo sertão, mas pense no que te espera.....
Tarragona,  Turespaña  é uma cidade de praia a apenas 60 quilômetros a sudoeste de Barcelona. Esta cidade catalã na costa mediterrânica de Espanha bonita foi ocupada por Gneus Scipio, que fundou um acampamento militar romano que em 218 aC Como a maioria dos assentamentos no império romano se desenvolveu rapidamente e foi nomeada uma colônia de Roma por Júlio César em 45 aC Tarragona foi outrora a casa para perto de um milhão de pessoas e sua presença arquitectónica é inigualável em qualquer outro lugar na Catalunha. A cidade ainda tem uma forte presença romana histórica, oferecendo aos seus visitantes um gosto de relaxamento catalã moderna misturada com uma história rica e profunda.




Aqueduto romano da Ponte do Diabo, que abastecia de água Tarraco desde a época de Augusto.


Você pode tomar a RENFE de Barcelona a Tarragona para 7 euros.
Além disso, o ALSA funciona um serviço de ônibus de Barcelona para Tarragona. O trem, porém, é mais rápido e mais barato.



mais informações neste site
http://www.tarragonaturisme.cat/
parte historica
http://pt.wikipedia.org/wiki/Tarragona



26 de abr. de 2010

Errar é humano. Vadiar é parisiense.

Victor Hugo


ps. em outras vidas fui parisiense, com certeza rsrsrsrs

Céad míle Fáilte - lindo isso.....


Símbolos da Irlanda

   
Todo país, toda cultura, todo povo possui seus símbolos, que dão identidade e muitas vezes comunicam valores e expressam ideais dessa cultura. A linguagem dos símbolos é sutil e subjetiva, portanto costuma escapar à mente racional - muito atenta ao concreto mas nem sempre capaz de perceber as mensagens "nas entrelinhas" transmitidas pelos símbolos. Isso vale tanto para a interpretação de brasões heráldicos como do simbolismo em mitos, lendas e textos religiosos - e também na poesia e literatura, nas artes plásticas e nos símbolos de uma nação.
Na apresentação dos símbolos da Irlanda abaixo, veremos como as "idéias" e conceitos de um povo podem sobreviver, ainda que inconscientemente, através de incontáveis gerações e a despeito de inúmeras transformações sócio-culturais.

A Bandeira da Irlanda

Conhecida como "The Irish Tricolour", a bandeira da República da Irlanda foi criada para uma nação única, sem divisões entre norte ou sul nem entre católicos e protestantes, como comprova seu simbolismo. Conforme nos informa o Departamento do Taoiseach (Primeiro Ministro) em documento oficial entitulado An Bhratach Náisiúnta ("A Bandeira Nacional"), a "Tricolor Irlandesa" foi criada em 1848, tendo por base o design da bandeira da República Francesa - à época, um exemplo de luta contra a opressão de estados imperialistas, como a que a Irlanda já por séculos sofria sob o jugo do Império Britânico. Sua primeira apresentação pública ocorreu no dia 7 de março daquele mesmo ano, quando Thomas Francis Meagher, líder do movimento nacionalista Young Irelanders, apresentou-a numa sacada de um edifício em Dublin. Para entender seu simbolismo, contudo, precisamos recuar no tempo, a um período em que a Irlanda era representada por outra bandeira.

Harpa Sobre Campo Verde: A primeira Bandeira da Irlanda

Desde o século XVII, uma bandeira verde com uma harpa dourada ao centro (acima) era usada como bandeira nacional da Irlanda. Já naquela altura, os irlandeses lutavam para se livrar do controle imposto pelos ingleses. A cor verde sempre esteve associada à Irlanda - não é acaso que a Irlanda seja conhecida como "Ilha Esmeralda", por suas verdejantes pastagens e colinas.
Por ser o instrumento tradicional dos bardos e poetas da Irlanda, a harpa sempre esteve intimamente ligada ao passado celta - heróico e independente - da Irlanda (ver mais sobre a harpa abaixo). Nada mais natural, portanto, do que escolhê-la para simbolizar a luta de um povo pela preservação de sua liberdade e identidade cultural. Essa bandeira obviamente era mal vista pelos britânicos, que baniram-na. Na verdade, a harpa em si foi banida durante adominação britânica, num período em que era comum harpas serem queimadas e harpistas, sumariamente executados. Por tudo isso, a bandeira verde com a harpa dourada era a representação perfeita da luta dos irlandeses (majoritariamente católicos) contra os ingleses (protestantes). A cor verde, portanto, passou a representar o movimento nacionalista dos irlandeses católicos pela sua independência.
Involuntariamente envolvida na disputa pelo trono inglês entre o católico James II e o protestante William de Orange, no final do século XVII, a Irlanda foi o palco da decisiva Batalha do Rio Boyne, de que sai vencedor o segundo. Desde então, os protestantes da Irlanda (em sua maioria, ingleses e escoceses "plantados" pela monarquia inglesa para "anglicizar" a Irlanda) adotaram a cor laranja como símbolo do protestantismo e da ligação à Coroa Britânica, uma forma de homenagear seu grande herói, William de Orange (a cor-de-laranja é a cor oficial da Casa de Orange, a família real nederlandesa).
Eis porque, quando desvelada em Dublin em 1848, a "Tricolor Irlandesa" foi assim explicada por Thomas Francis Meagher (esq.) :
"O branco no centro simboliza a paz duradoura entre os "Laranjas" (protestantes, unionistas) e os "Verdes" (católicos, nacionalistas), e confio que sob suas dobras as mãos dos protestantes e dos católicos da Irlanda possam se apertar em heróica e generosa fraternidade."
Infelizmente, a história mostraria que a esperança de Meagher por uma paz entre católicos e protestantes ainda demoraria a se tornar verdade.
Apesar de utilizada pelos Rebeldes do Levante da Páscoa de 1916, aIrish Tricolour era então um símbolo secundário: a ancestral bandeira verde com a harpa ao centro ainda era a preferida dos nacionalistas republicanos irlandeses, que acrescentaram os dizeres "ÉRIN GO BRAGH" (Irlanda para Sempre) sob a harpa.
Foi somente em 1921, com o surgimento do Estado Livre Irlandês, que a "Tricolor Irlandesa" foi adotada como bandeira nacional, oficializada pelo Artigo VII da constituição irlandesa em 1937, segundo o qual "A bandeira nacional é a tricolor em verde, branco e laranja". Desde então, é usada nos prédios governamentais e pelos irlandeses em geral, nos eventos esportivos, musicais e até mesmo em trajes de banho: a Tricolor Irlandesa é hoje motivo de orgulho.

Bono com a bandeira - Padraig Harrigton, golfista - Torcedores de futebol e rugby - Irlandesas até debaixo d'água
Especificações Cromáticas da Bandeira Irlandesa:
Sistema de cores RGB:
Verde: 0-154-99
Branco: 255-255-255
Laranja: 255-130-61
Sistema Hex:
Verde: #009A63
Branco: #FFFFFF
Laranja: #FF823D
Sistema CMYK:
Verde: 100-0-86-3
Branco: 0-0-0-0
Laranja: 0-48-95-0

O Shamrock

A palavra inglesa 'shamrock' é a anglicização do termo irlandês 'seamróg': literalmente "pequeno trevo" ou "trevinho". Entrou para o imaginário irlandês há muito tempo: segundo a lenda, o shamrock (Trifolium repens) teria sido usado por São Patriciopara explicar aos irlandeses recém convertidos ao cristianismo o conceito da Santíssima Trindade. Atualmente, crê-se que a verdade seja outra: dada a percepção celta da triplicidade do universo, muitos estudiosos crêem que, na realidade, o processo tenha sido o contrário: os monges irlandeses medievais é que teriam introduzido ao cristianismo o conceito tipicamente celta da triplicidade.
Outro indicador da ancestralidade do Shamrock pode ser percebido nas paredes de uma magnífica estrutura da Irlanda neolítica, ainda mais antiga que os celtas: Brugh na Bóinne, também conhecida como Newgrange. Tanto na enorme pedra que decora a entrada à câmera interior quanto nas paredes dessa câmera, podemos encontrar um símbolo hoje conhecido como 'triskle', muito semelhante ao trevo irlandês.
À esquerda, o triskle na pedra que orna a entrada da estrutura megalítica de Newgrange; à direita, outro triskle, no interior da câmera.


Em seu excelente artigo Chaos Theory is Irish ("A Teoria do Caos é Irlandesa"), o professor hiberno-americano Edward Hagan afirma que as espirais tríplices de Newgrange e o shamrock "são semelhantes, mas não idênticos. As espirais representam uma marca humana na rocha fria e dura, enquanto que São Patrício aparentemente usou o shamrock recolhido da natureza para explicar a Trindade." Para o Prof. Hagan, ainda que em épocas e culturas tão distintas quanto o Neolítico e a Idade Média, o conceito da triplicidade se fez interpretar pelas mãos e palavras do ser humano.
Ainda segundo o Prof. Hagan, "tanto as rochas entalhadas em Newgrange quanto a pequena planta, ainda que de formas diferentes, expressam uma unidade fundamental entre o um e os muitos", entre a parte e o todo. Pouco importa se a linguagem é o entalhe neolítico, a arte e a mitolgia celta ou a hagiografia do santo cristão: o que importa é a mensagem decodificada nas terras da Irlanda. E, ainda que muitos séculos separem essas diversas manifstações de uma mesma idéia, elas possuem uma continuidade que não é direta, mas sutil; não é transmitida pela mente humana, mas sentida pela alma das pessoas que se dispõem a ouvi-la.

A noção de que um conceito, uma idéia, possa ser 'transmitida' (na verdade, sentida) por pessoas separadas por abismos cronológicos pode soar absurda para a mente moderna. Mas voltando ao Prof. Hagan, ele diz que atualmente "somos oprimidos pela fragmentação e duvidamos que seja possível encontrar continuidade. Mas a continuidade existente entre 3.000 a.e.a. (Newgrange) e a chegada de São Patrício em 432 e.a. me oferecem um certo conforto." Como devem saber os druidas e poetas de todas as eras, os símbolos estão aí, para quem quiser entendê-los - mas não esqueçamos que a compreensão dos símbolos não se dá pela mente racional, e sim pela alma.
Tão precioso é o shamrock para os irlandeses que ele é usado nos logotipos de órgãos governamentais (1), companhias aéreas (2), clubes de futebol (3 e 4) e de basquetebol (5).
 (1)  (2) (3)* (4) (5)
* o símbolo do Glasgow Celtic - time da colônia católica irlandesa na Escócia - possui um trevo com quatro folhas porque durante muito tempo o shamrock foi banido naquele país.

A Cruz Celta

Encontrada por toda a Irlanda e também na Grã-Bretanha, a cruz celta é um símbolo da riqueza cultural da Irlanda medieval. Seus entalhes ricos e precisos são herança direta da arte celta pré-cristã, e apesar de obviamente associada ao cristianismo, seu simbolismo possui raízes bem mais antigas.
Tradicionalmente, a cruz celta possui quatro 'braços' unidos por um círculo. À primeira vista, elas parecem possuir um braço mais longo na base, mas mesmo as "high crosses" da Irlanda revelam que, originalmente, a cruz celta possui braços de tamanhos iguais, como se percebe na imagem à direita.
Quando assim representada, a cruz celta perde a identificação com a cruz cristã tradicional, quase sempre com o braço inferior mais longo, como no crucifixo - e nunca é demais lembrar que, apesar de prontamente identificada com o cristianismo, a cruz é um símbolo presente em incontáveis outras culturas ao redor do planeta.
Qual, então, é o simbolismo pré-cristão da cruz celta? Um recuo no tempo, ao período pré-cristão da Irlanda, nos porá em contato com a espiritualidade celta e a sabedoria dos druidas, que pautavam seus rituais pela sacralidade dos ciclos da natureza, num processo conhecido atualmente como "A Roda do Ano". Para os druidas, o tempo não é linear mas cíclico, circular - daí a expressão 'roda'. A assinalar as alterações nesse ciclo, quatro festivais, cada um correspondendo a uma das quatro estações, as quais, por sua vez, representam as quatro fases da existência (saiba mais aqui). Da sobreposição da roda aos quatro festivais, o círculo e a cruz.
Atualmente, uma cruz celta de braços iguais é também o símbolo da seleção de futebol da Irlanda do Norte.

A Harpa

De todos os símbolos da Irlanda, talvez o mais rico em significados seja a harpa. As associações entre a harpa e a Irlanda se perdem na noite dos tempos, e ninguém é capaz de precisar quando ou por quem ela teria sido introduzida à Irlanda: alguns estudiosos afirmam que ela foi levada para a Europa ocidental pelos mercadores fenícios, outros recuam ainda mais no tempo e sustentam que a harpa sempre esteve presente, desde a chegada das primeiras levas de povos indo-europeus. Seja como for, é inegável a importância atribuída à harpa nas lendas e mitos da Irlanda, desde os celtas até nossos dias.
A Harpa de Dagda
Seguramente um dos mais marcantes deuses da mitologia celta irlandesa, Dagda é conhecido por possuir um caldeirão mágico que oferece nutrição inesgotável a seus aliados e é capaz de restaurar a vida aos guerreiros mortos que nele são mergulhados. Menos conhecida, porém, é a harpa de Dagda, que somente ele poderia tocar mas que, no mais das vezes, tocava sozinha. Em sua harpa, Dagda inseriu todas as melodias do mundo, inclusive as melodias que regem a passagem das estações do ano.
Um dos nomes da harpa de Dagda, Coircethairchuir, significa “Música - ou Verdade - de Quatro Pontas” e reflete de forma precisa essa ligação com as quatro estações -ou seja, com a Roda do Ano, os quatro festivais celtas que celebram a harmonia e o ritmo (Música) incontestáveis (Verdade) dos mistérios do tempo, como já mencionamos acima.

Na imagem, à direita, Dagda e sua harpa Coircethairchuir.
Outra característica da harpa de Dagda é sua capacidade de entoar músicas com finalidades específicas, que induzem os que a escutam ao sono, ao riso ou às lágrimas: música que acalma, que entretém e que emociona. Eis uma ligação direta com os fílidh - bardos e poetas da Irlanda celta e precursores dos menestréis e trovadores medievais, responsáveis por preservar e transmitir a identidade das tribos irlandesas ao recitar suas sagas, sua história e seus mitos - quase sempre acompanhados da melodia de uma harpa.
A Harpa de Brian Boru, o "Arthur Irlandês"
Um rei histórico que no século XI unificou os reinos da Irlanda contra os invasores vikings, Brian Boru, a exemplo de seu contraponto britânico Arthur, possui diversos atributos mágicos e míticos - entre eles, sua harpa. Historicamente, é pouco provável que essa harpa - hoje em exibição no Trinity College, em Dublin - tenha de fato pertencido a Brian Boru: a datação de sua produção recua ao século XV, mais de quatrocentos anos depois da morte de Brian Boru. Seja como for, é provavelmente a mais antiga harpa desse tipo em condições de ser tocada: após mais de duzentos anos de silêncio, coube à harpista Mary Rowland dar novamente voz à "Harpa de Brian Boru".
É o design desta harpa que é usado como Selo Nacional da Irlanda, ornando passaportes (1), documentos e websites governamentais (2) e os logotipos das cervejas Harp Lager (3) e Guinness (4).
(1)  (2) (3) (4)
A harpa Irlandesa também é encontrada no logotipo de jornais (5), companhias aéreas (6) e clubes de futebol da Irlanda (7), além, claro, das primeiras bandeiras idealizadas pelos nacionalistas irlandeses, como visto acima(5)  (6) (7)
Para enfatizar o caráter puramente irlandês e não sectário - nem católico, nem protestante; nem republicano nem unionista - da harpa, basta notar que os regimentos irlandeses do exército britânico sempre a adotaram como insígnia, como nos casos dos Connaught Rangers (1) , Royal Irish Rangers (2) e Royal Dublin Fusiliers (3).
 (1)  (2)  (3)
Na República da Irlanda, a harpa adorna também as moedas como brasão nacional:
Em termos musicais, é impossível falar da harpa irlandesa sem mencionar Turlough O'Carolan, o harpista cego que, nos séculos XVII e XVIII, compôs e registrou muitas das mais belas e conhecidas melodias tradicionais da Irlanda, como Eleanor PlunckettPlanxty Bourke, Ramble to Cashel, The Fairy Queen e Ode to Whiskey.
Mas é evidente que a mais importante associação da harpa na cultura irlandesa é a que liga nossos dias ao glorioso passado celta, em que os druidas, bardos, poetas e ollamh eram os responsáveis pela preservação e transmissão da cultura, dos valores, da justiça, das tradições e da identidade das tribos celtas da Irlanda.