o nome deste blog era VIAJANDO PELO MUNDO, mas fiz tantas postagens sobre comidas e restaurantes que resolvi mudar o nome, se vc frequenta este blog , as informações sobre viagens esta no blog www.tambemqueroir.blogspot.com

o nome www.remacaroca.blogspot.com, surgiu entre amigos.........vamos fazer um blog sobre nossa futura viagem, ja que um mora no rio de janeiro, outro em recife, outro na italia e outra na irlanda ficou as iniciais, por idade, do mais velho ao mais jovem RE gina MA riza CA cau,ROsalvo CAmila.....
agora nao dá para mudar, ou melhor, eu nao sei fazer isso rsrsrsr.....................
Errar é humano. Vadiar é parisiense.

Victor Hugo

1 de mar de 2010


Provence: Parc DU Verdon & Moustiers Ste Marie

verdon-com-ponte.JPG
Sim, o DU tem que estar em maiúsculo, pois eu adoro escrever esse negócio: “DU”. Acho engraçado. É “DU” Verdon, é “DU” Quebec – como diria a Mari, diretora do Gira Mundo, atual correspondente em Miami e ex-correspondente du Quebec. E o negócio é que o Verdon é mesmo “DU Carrâmba!”.
Lá no passado, quando eu me surpreendi ao descobrir que a Provence estava pertinho do mar, eu não tinha idéia de que, também na Provence, tinha um lugar tão surpreendente quanto o Verdon. O melhor “DU” Verdon é que ele está no caminho “DU” Var e “DU” Vaucluse que, como eu já havia dito em posts anteriores, formam o melhor DA Provence (acho melhor parar por aqui com o “DU”).
Nós conhecemos o Verdon quando seguíamos de St Paul de Vence para a parada seguinte em Moustiers-Ste Marie na divisa do Var com Alpes-Haute Provence.
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O rio Verdon forma um canyon de águas esverdeadas, produto do derretimento dos Alpes. Ao longo desse canyon, seguem duas lindas e pequenas estradas, a D71 e D952, uma de cada lado do Canyon e que estão igualmente marcadas em verde pelo Guia Michelin. Se você não conhece, o guia Michelin de estradas marca em verde os trechos das estradas em que o cenário vale a pena. E neste trecho, ambos os lados são dignos de nota. A estrada é alta e bem estreita, com lindos “belvédères”. Infelizmente o tempo não estava bom, mas ainda assim, o Verdon vai ficar na memória. Até porque o final marcava uma surpresa para nós: ao passar pelo trecho mais estreito do canyon, a cor da água ficava mais intensa.
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Ao final, quando a chuva realmente não conseguiu mais esperar nosso passeio terminar para cair, paramos para almoçar na pequena Aiguines que fica já perto de Moustiers, no finalzinho do canyon. E São Pedro avisou que “agora, só amanhã”. O tempo não iria melhorar naquele dia.
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A nossa próxima parada foi num hotel à altura do que havíamos deixado para trás. Eu esperava bastante, pois este não seria um hotel qualquer, mas um hotel gourmet, um hotel comandado por um respeitado chef “da modinha”: Alain Ducasse. Já era então de se esperar que o La Bastide de Moustiers tivesse em seu restaurante um dos pontos altos de toda a região.
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Por isso, já que estava chovendo e o hotel prometia, era melhor mesmo correr para curtir o hotel. Que decisão mais sábia. O hotel havia nos reservado um quarto especial e dormimos “de sonhar” como crianças até a hora do jantar… E que jantar… Aquilo foi uma experiência gastronômica. Todos os meus preconceitos sobre a culinária francesa caíram por terra nesta viagem e o principal deles era sobre a quantidade. O chef dos bons restaurantes sempre manda um “petit” qualquer coisa antes da entrada para abrir seu apetite, pode ser um creme de qualquer coisa, mas caprichadíssimo, de forma que o seu apetite é aberto em grande estilo. Depois, vem entrada, o prato principal, um sortimento de queijos finos (o meu queijo de lavanda era tão bom que passei a questionar se esse negócio de reserva de mercado e subsídio a pequenos agricultores bancados pela União Européia não deveria mesmo ser mantido pelo menos para as tais vacas alimentadas por lavanda), tem a sobremesa e o café que, embora não seja nem de perto tão bom quanto o italiano, vem acompanhado de mais alguns pequenos doces, sempre surpreendentes. Não dá para passar fome e os jantares foram ficando melhores a cada dia.
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E como São Pedro é santo protetor do Gira Mundo, o amanhecer foi espetacular. Um dia de sol e temperatura exata para um passeio neste vilarejo incrustado na montanha. Eu preciso dizer também que o Alain Ducasse não dá a menor bola para café da manhã. Fraquíssimo. Apesar de nos servir num jardim externo bem bonito, o café fica devendo e muito!
Moustiers foi fundada nos tempos das Cruzadas, é linda, pequena, habitada, autêntica, tem um pequeno riacho límpido que a corta e se você gosta de consumir, é o lugar da cerâmica faiança, ou faïence para os frescos e franceses. Nós preferimos mesmo gastar no hotel e no jantar. Levamos apenas uma garrafa de água de Moustiers.
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Ainda um bom passeio, é subir à igreja de Notre-Dame-de-Beauvoir e, como o nome da igreja já indica, vislumbrar os belos campos da Provence por cima de todo o vilarejo. Com minha melhor e única passageira grávida, então de três meses, achei melhor não subirmos para não exagerar no esforço, mas fica dada a dica. Pelo que eu vi ali, se eu fosse você, eu subiria. Eu continuo com Vaucluse e Luberon na próxima.

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